Como o Laboratório Sabin conseguiu imprimir sua cultura em fusões

Companhia é premiada como uma das melhores empresas para se trabalhar e tem turn over baixo

Passando de 62 unidades em 2010 para 225 em 2017, a expansão geográfica que o Laboratório Sabin está realizando trouxe para a companhia novos e enormes desafios. Um dos principais deles, desde então, tem sido relacionado à cultura e gestão do clima organizacional. Como inserir sua cultura em unidades já existentes e manter um ótimo clima organizacional atuando em 10 estados do país mais Distrito Federal?

Ganhadora do Prêmio Valor Carreira, como uma das melhores empresas para se trabalhar, a gestão da companhia, comprovadamente, tem dado certo por uma série de fatores. Estratégia para atrair e reter as pessoas certas para as posições corretas; possibilidade de crescimento profissional com plano de carreira; boa remuneração e reconhecimento, são algumas das ações que a empresa tem executado.

O desafio do processo de aquisição, segundo Marly Vidal, diretora administrativa e de recursos humanos do laboratório, está em capacitar profissionais que já vem formados de outras unidades. “O processo de aquisição é diferente. Você ganha de presente, não seleciona, e vai capacitar. E mudar cultura é um desafio”, conta.

Uma estratégia da empresa ao chegar às novas unidades é deixar claro para os novos colaboradores que a estratégia de aquisição não é ligada a redução de custos e, sim, ao crescimento contínuo e mutuo entre as parcerias. Também como política da empresa, nenhum funcionário da unidade adquirida pode ser demitido a principio. Esse ponto dá estabilidade e segurança para que os colaboradores possam continuar engajados e realizando de forma mais capacitada suas funções.

Conheça algumas das ações que o Laboratório Sabin executa para garantir um ótimo clima organizacional:

Comunicação: Clareza e transparência são dois pontos fundamentais na comunicação da companhia. “Uma empresa precisa ter uma boa comunicação que transite em todos os espaços”, ressalta Marly Vidal. O discurso ligado à prática, coerente, dá segurança para que os colaboradores possam trabalhar com estabilidade e confiança.

Capacitação: Para manter os profissionais engajados e diminuir a rotatividade, a rede investe em capacitação para seus profissionais, tendo também uma universidade corporativa. O RH também dá a oportunidade para talentos diversos do público interno mudarem de posições, indo para vagas que já tenham experiência. Isso reflete no turn over de 0.6 ao mês. “Você manter sua equipe engajada é o que te faz crescer 27%. Atrair pessoas certas, desenvolver, dar desafios, recompensar, reconhecer e comemorar”, afirma a diretora.

Alta liderança: Em todos esses processos, a alta liderança está envolvida e engajada. Na visão da companhia, gestão de pessoas faz parte da estratégia. Recursos Humanos, presidente executivo, toda a liderança e o colaborador representam quatro pilares da organização. Dessa forma, existem responsabilidades traduzidas a partir de metas e desafios e mecanismos utilizados para reconhecer essas pessoas.

Cultura: Hoje os profissionais não querem ficar na organização apenas por remuneração. Pensando nisso, os valores da empresa estão altamente ligados à sua retenção. O Laboratório Sabin possui 23 mandamentos comportamentais estruturados com base em pesquisas realizadas com colaboradores, parceiros, clientes e fornecedores.


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