Hire To fix: como a CI&T elevou sua taxa de sucesso em recrutamento

Empresa criou hackatons em 2014 para contratar em larga escala; processo deu tão certo que é utilizado até hoje

Em 2014, o RH da CI&T se viu no desafio de contratar em pouco tempo mais de 700 funcionários para suprir a demanda de crescimento do negócio. A empresa, especialista em desenvolvimento e manutenção de sistemas, viu a solução para conseguir contratar os funcionários de forma mais assertiva na inovação do processo de análise de candidatos. Titulado de hackathon, o processo deu tão certo que até hoje é sucesso na instituição.

Carla Borges, diretora de Recursos Humanos da companhia explica que o tempo era curto e os métodos tradicionais não dariam as respostas necessárias como o “hire to fix”. Sendo assim, optou por adotar o Hackathon. Maratonas técnicas onde candidatos passam um dia na empresa para resolver, em grupo, problemas que são propostos, enquanto a equipe do RH os avalia.

RECRUTAMENTO E GESTÃO DE TALENTOS

Na prática, foi necessário fazer um mapeamento estratégico que contou com o RH e gestores de cada área que aprovaram o modelo implantado. A avaliação é realizada pelas mesmas áreas e tem o papel de decidir quais equipes farão parte do corpo da empresa. Atualmente, a empresa costuma contratar profissionais de nível júnior.

A temática do desafio é voltada para a realidade de uma ONG – como Make a Wish e Hospitalhaços – ou fazer algo de cunho social – como mapear áreas de risco de deslizamento em época de chuvas.

As maratonas garantem alinhamento cultural do candidato com a empresa. “A gente entendeu que um processo de hackathon ia mostrar ao candidato a nossa cara”, conta Carla Borges, diretora de Recursos Humanos da CI&T. O processo garantiu à instituição uma aquisição e gestão de talentos maior do que as contratações através dos métodos tradicionais.

“A gente entendeu que um processo de hackathon ia mostrar ao candidato a nossa cara”. Carla Borges, diretora de Recursos Humanos da CI&T

Como todo projeto inovador, o hackathon também enfrentou desafios. Eles exigem que os concorrentes passem por várias etapas presenciais “os candidatos não queriam vir muitas vezes fazer o processo, eles queriam algo mais rápido”. Os líderes também precisaram quebrar paradigmas, já que na nova proposta não existe, por exemplo, o modelo de entrevista de emprego. “No começo foi difícil para que todos se adaptassem, mas, com o passar do tempo, foi ficando mais fácil de entender o verdadeiro intuito do método aplicado”, narrou a diretora de RH.

Os frutos da nova estratégia já são contabilizados. Houve um aumento significativo de clientes interessados na marca, cerca de 4000 em 2015; e de 69% a taxa de sucesso foi para 80%. E, em 2015, foi investido cerca de R$ 140mil nesse novo modelo e gerado, aproximadamente, 100 contratações com 14 hackathons. O próximo desafio em vista é fazer um hackathon para profissionais sêniores, segundo Carla.


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