O papel do RH estratégico nas conquistas olímpicas

Recorde de 19 medalhas nas Olímpiadas Rio 2016 foi o resultado de uma grande estratégia de talentos que colocou o Brasil como potência olímpica

 

A estratégia para garantir resultados concretos surgiu da necessidade: “Cada erro seu será questionado e cada acerto terá mais visibilidade ainda, então era necessário mostrar resultados”, conta Helbert Costa, Head de gestão estratégica do COB – Comitê Olímpico Brasileiro.  Helbert Costa durante o HR Summit 2016 Ele explica que essa constatação fez com que o Comitê entendesse a necessidade de fomentar um RH estratégico. Outro fator foi que o Brasil era o primeiro país do mundo a realizar os jogos sem ter um centro olímpico pronto, existindo a obrigação de mostrar rendimentos satisfatórios.

O projeto começou em 2009 com o mapeamento estratégico dos atletas, identificando quais eram as oportunidades de investimento e desenvolvimento e incluía 28 objetivos táticos, interligados – ou seja, se um falhar, o outro falha. Na base do mapa construído pelo comitê, há pessoas e aprendizados. Antes de pensar em resultados que viriam com essa nova reformulação, foi necessário rever os recursos e o corpo da empresa, para garantir que houvesse os melhores profissionais e meios a serem trabalhados.

Em 2010, foi colocado em prática esse plano. No primeiro passo foram avaliados os prazos definidos, a forma como cada um pensava sobre esses pontos levantados e a cobrança de atletas. 

Mapa estratégico do COB

Então, com base nisso, foram colocados os atletas certos para serem treinados. Foram analisados quais os esportes que têm tradição de medalhas, como o vôlei e o futebol, e qual o trabalho que deveria ser feito para manter essas vitórias. Depois, a análise se baseou nos potenciais – atletas que ainda não chegaram lá, mas tinham capacidade para chegar aos objetivos traçados.

O Brasil se mostrou uma potência olímpica forte atingindo o objetivo planejado pelo comitê, que via na incerteza do “dar certo”, uma chance para a mudança que deu certo. Com estratégias, integrações e a escolha dos melhores atletas, o COB, segundo Costa, mostrou que “ganhar não é tudo, mas querer ganhar é”.


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